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ABC do Investimento

Ação Ordinária

Valor mobiliário representativa de uma participação social em sociedade anónima e que confere ao seu proprietário, entre outros, o direito de voto nas assembleias gerais, ao recebimento do dividendo (se existir) e à quota-parte do capital próprio em caso de liquidação da sociedade.

Ação Preferencial

Ação que confere um dividendo prioritário retirado aos lucros que possam ser distribuídos, e ao reembolso prioritário do seu valor nominal no caso de liquidação da sociedade. Estas ações conferem todos os direitos inerentes às ações ordinárias exceto o direito de voto.

Agência de Rating

Classificação do nível de risco de uma empresa ou instrumento financeiro realizado por uma entidade especializada. A avaliação do nível de risco pode incidir especificamente sobre o risco de crédito de um instrumento financeiro específico, avaliando a capacidade de a respetiva entidade emitente proceder ao cumprimento atempado do serviço da dívida.  
 

Arbitragem

Estratégia financeira em que o investidor objetiva lucrar sobre a diferença entre o preço de um ativo em determinado mercado geográfico e o preço desse mesmo ativo para outro mercado. A arbitragem tradicional consiste na venda/compra de valores mobiliários numa praça financeira e na compra/venda simultânea dos mesmos valores mobiliários numa outra praça financeira, de forma a aproveitar a diferença de cotação existente entre ambas as praças. O conceito teórico de arbitragem implica a inexistência de risco nesta estratégia, bem como a ausência de qualquer capital próprio envolvido.

Ativo Financeiro

Os ativos financeiros são ativos intangíveis que conferem ao respetivo detentor – o investidor – o direito ao recebimento de benefícios em data futura, sendo a responsabilidade pelo seu pagamento a entidade que procedeu à sua emissão – entidade emitente.

Bear Market

Situação de mercado caracterizada pela queda generalizada dos preços dos títulos cotados durante um período prolongado de tempo.

Bid

O preço que um comprador ofereceu para comprar um ativo ou um derivado.
 
 

Bilhete de Tesouro

Título de dívida pública (portuguesa) de curto prazo, i.e., cuja maturidade é inferior a um ano. Os títulos do tesouro são emitidos por prazos de 91, 182 e 364 dias.

Bull Market

Um período prolongado caracterizado pela subida generalizada dos preços dos títulos cotados no Mercado.

Certificados

Valores mobiliários habitualmente transacionados em bolsa que replicam a evolução do valor respetivo ativo subjacente, refletindo o seu comportamento.

O investidor receberá o valor do ativo subjacente, descontando de eventuais comissões, e não a diferença entre o valor inicial e o valor final. O titular do certificado sofrerá uma perda se se verificar uma desvalorização do ativo subjacente. Os certificados não vencem juros. Podem ter ou não uma data pré-fixada de investimento.

CFD (Contracts for Difference)

Um CFD é um contrato diferencial entre duas partes, tipicamente qualificadas como comprador e vendedor, em que se estabelece que o vendedor pagará ao comprador a diferença (se positiva) entre o valor de mercado de um determinado ativo (ex: uma ação) na data de fecho de posição assumida nesse contrato e o seu valor de mercado na data de abertura da posição assumida nesse contrato (o comprador protege-se, pois, das subidas de preço). Se esta diferença for negativa (isto é, se o preço cair), será o comprador a pagá-la ao vendedor (pelo que este se protege das descidas de preço). 
 
 

Commodities

Mercados de matérias-primas (commodities). Existe um vasto universo de matérias-primas que podem ser transacionadas em mercados organizados, sendo os principais: Agricultura, Energia e Metais. É possível aceder aos mercados de Commodities através da compra direta do ativo subjacente, da aquisição de Futuros e Opções e do Investimento em ações de empresas que produzem matérias-primas.    
 

Contrato de Futuros

Contrato padronizado, reversível, de compra e venda de uma dada quantidade e qualidade de um bem, ou de um serviço, num local e numa data futura específica, a um preço fixado no presente. Pelo contrato de futuros, o comprador fica vinculado ao pagamento do preço acordado e o vendedor fica vinculado à entrega do ativo das condições acordadas.
 
 

Contrato de Opção

Um contrato que confere o direito mas não a obrigação de comprar (call) ou vender (put) uma quantidade específica de um instrumento a um preço especificado dentro de um período de tempo predeterminado.
 

Contrato Default Swap (CDS)

Instrumento financeiro geralmente OTC (não cotado) utilizado pelos participantes no mercado de taxa fixa (obrigações) para especular ou fazer hedging contra o risco de uma empresa ou país entrar em incumprimento na sua dívida (risco de crédito).

Contrato Forward

 
 Contrato de compra e de venda de uma dada quantidade e qualidade de ativo (financeiro ou não) numa data futura específica, a um preço fixado no presente, negociado de modo bilateral (fora de bolsa). Pelo contrato forward, o comprador fica vinculado ao pagamento do preço acordado e o vendedor fica vinculado à entrega do ativo das condições acordadas.
 

 

Contrato Swap

Um tipo de contrato forward para trocar um tipo de cash flow (fluxo de caixa) ou ativo por outro, de acordo com regras predeterminadas.

Curva de Rendimento (Yield Curve)

Representação gráfica da estrutura temporal das taxas de juro de títulos financeiros com maturidade diferentes. A "yield curve" das obrigações do tesouro de um dado país, será representada pelo traçar de uma linha, que una as taxas de juro, proporcionadas num dado momento, pelas diferentes maturidades dos títulos em causa.

Devido ao dinamismo dos mercados a "yield curve" dum dado conjunto de títulos tenderá a variar diariamente. A "yield curve" será designada como invertida nos casos em que a sua inclinação seja negativa (isto é, quando as taxas de longo prazo sejam inferiores às de curto prazo).

Data de Maturidade

Data em que chega ao fim a vigência de um produto, daí resultando consequências que dependem do produto financeiro em causa. No caso de obrigações clássicas, por exemplo, na data de maturidade o emitente tem de proceder ao reembolso do capital investido e ao pagamento de juros remanescentes.
 

Earnings per SHARE (EPS)

O lucro líquido total por ação de uma empresa.
 
 

Emissão

Operação pela qual os valores mobiliários são criados e oferecidos à subscrição dos investidores que queiram adquirir. A emissão e a subscrição são operações que ocorrem em mercado primário.
 

Emissão a Desconto

A emissão diz-se a desconto quando o preço é inferior ao valor nominal do instrumento financeiro.

Emissão a Prémio

A emissão diz-se a prémio quando o preço é superior ao valor nominal do instrumento financeiro.
 

 

Emissão ao Par

E emissão diz-se ao par quando o preço é igual ao valor nominal do instrumento financeiro.
 
 

ETF (Exchange Traded FUND)

Fundo de investimento aberto admitido à negociação em bolsa de valores e que visa obter um desempenho dependente do comportamento de um determinado indicador de referência.
 

Hedging (Cobertura de Risco)

Uma estratégia de hedging consiste em assumir uma posição comprada ou vendida (ativo/passivo), normalmente com a contratação de um derivativo financeiro ou um investimento, com o objetivo específico de reduzir ou eliminar o risco de outro investimento ou transação.

Instrumento Financeiro

Instrumento de investimento que incluem os valores mobiliários, os instrumentos financeiros derivados, os instrumentos do mercado monetário bem como quaisquer outros como tal considerados pela Diretiva dos Mercados e Instrumentos Financeiros (DMIF).

Liquidez

Facilidade de transformar o investimento num dado ativo em meios monetários. Essa facilidade envolve duas dimensões: o tempo que demora a concretizar a transformação do ativo em moeda e o custo que a transformação implica.

Mercado de Capitais

 Mercado, que pode ser regulamentado ou não regulamentado, onde se procede à negociação de instrumentos financeiros e valores mobiliários que não revestem a natureza de instrumentos financeiros de curto prazo.
 
 

Obrigação Convertí­vel

Obrigação que contém uma opção para conversão de obrigações em ações da empresa emitente, opção esta que poderá ser acionada num espaço temporal definido. Na prática, representa um aumento de capital a prazo.

Obrigação High Yield

Valores mobiliários representativos de divida com baixos ratings de crédito sendo muitas vezes apelidadas de “junk bonds”. Estas obrigações são emitidas com rating S&P abaixo do BBB ou Baa na classificação Moody’s. As obrigações com classificação High Yield oferecem normalmente taxas de juro mais elevadas que a classificação Investment Grade devido ao risco adicional que comporta para o comprador da obrigação.
 

Obrigação Hipotecária

Títulos emitidos por entidades financeiras que pagam uma taxa fixa e têm como garantia a totalidade dos créditos hipotecários concedido pela entidade que os emite.  

Obrigação Investment Grade

Valores mobiliários representativos de dívida emitida por entidades de elevada qualidade creditícia. Tipicamente estas emissões de dívida com rating S&P superior a BBB ou Baa na classificação Moody’s.

Obrigação Titularizada (ABS)

Obrigações emitidas por sociedades de titularização de créditos.

Obrigações Clássicas

Valores mobiliários representativos de uma dívida que confere ao seu titular o direito ao recebimento periódico de juros durante a vida útil do empréstimo e ao reembolso do capital na respetiva data de maturidade.

Obrigações de Tesouro

Obrigações emitidas pelo governo com maturidade de longo prazo.

Oferta Pública (IPO)

Tipo de oferta pública em que as ações de uma empresa são vendidas ao público em bolsa de valores pela primeira vez. É o processo pelo qual uma empresa se torna em empresa de capital aberto. 

Pair Trade

Estratégia de trading que procura beneficiar de ineficiências de preços de dois ou mais ativos independentemente da direção do mercado. Nesta estratégia o investidor compra um ativo ao mesmo tempo que vende outro, negociando esses ativos em par quando estes se encontram a negociar fora do seu rácio de preço justo.

Papel Comercial

São títulos emitidos por empresas representativos da dívida de curto prazo. Em Portugal estes títulos são emitidos ao abrigo do Decreto-Lei nº181/92, de 22 de agosto, e demais legislação aplicável em vigor. Apenas podem ser emitidos por prazo inferior a dois anos, e só podem ser emitidos por prazo superior a um ano caso de destinem a subscrição particular ou caso a sua emissão se submeta às regras do Código de Valores Mobiliários.

Plano de Poupança

Produto vocacionado para fomentar a poupança para a reforma. Consideram-se “planos de poupança” os planos poupança-reforma (PPR), os planos poupança-educação (PPE) e os planos poupança-reforma/educação (PPR/E), e cada um destes pode ser comercializado sob três formas: seguro de vida, fundo de investimento mobiliário e fundo de pensões.
 
 

Posição Curta

Posição contratual assumida por um investidor que beneficiará com a descida do preço e sofrerá uma perda com a subida de preço do ativo em causa.
 

Posição Longa

 
Posição contratual assumida por um INVESTIDOR  que beneficiará com a subida do preço e sofrerá uma perda com a descida de preço do ativo em causa.
 
 

Prémio

É um termo usado em vários sentidos no mercado financeiro, associado (na sua aceção mais comum) à compensação que um agente tem ao tomar um qualquer risco. 
 

Private Equity

 
Os fundos de Private Equity investem no capital de empresas cotadas e não cotadas, que depois de aumentarem o seu valor são vendidas com vista a obterem um retorno.

Os investimentos em Private Equity são ilíquidos, mas tendem a proporcionar retornos superiores aos das ações de empresas cotadas. 
 
 

Produto Financeiro

Além dos instrumentos financeiros, a expressão produtos financeiros abrange os contratos de seguros ligados a fundos de investimento, os contratos de adesão individual a fundos de pensões, os produtos “duais” e, genericamente, quaisquer instrumentos de captação de aforro ou de gestão de riscos financeiros cuja rendibilidade dependa, total ou parcialmente, da evolução de um instrumento financeiro. 
 
 

Produto Financeiro Complexo

Instrumento financeiro que, embora assumindo a forma jurídica de um instrumento já existente, tem características que não são diretamente identificáveis com as desse instrumento, em virtude de terem associados outros instrumentos de cuja evolução depende, total ou parcialmente, a sua rendibilidade.
 

Profit Taking

Retorno obtido num investimento que é vendido acima do preço de compra original. O investidor pode optar por vender a totalidade ou apenas uma parte do investimento, com o objetivo de realização de lucros. As estratégias de realização de lucro irão variar dependendo da natureza do investimento, a quantidade de retorno que é ganho, e as metas financeiras pessoais do investidor.

Rating Morningstar

 
Os Ratings da Morningstar classificam cada fundo em termos relativos dentro da respetiva classe, considerando a consistência do seu retorno (no mínimo a 3 anos), o nível de volatilidade e o seu comissionamento. Os Ratings são calculados com periodicidade mensal, a três prazos (3, 5 e 10 anos), sendo a classificação apresentada segundo uma escala que varia entre 1 estrela (mínimo) e 5 estrelas (máximo). A Morningstar calcula ainda o overall rating, que resulta da média ponderada entre os três ratings anteriormente referidos e é publicado no site da Morningstar PORTUGAL.

Spread

A expressão spread é utilizada com diferentes significados nos mercados financeiros, mas em geral é aplicada para exprimir a diferença entre dois preços ou duas taxas.  
 

Stop Loss

Um stop loss é um trade que visa limitar as perdas numa posição, eliminando-a. Executar um stop loss, garante que o investidor/especulador não perderá mais dinheiro pois deixa de ter a posição e, portanto, já não está sujeito ao risco desta continuar a desvalorizar. Os stop loss são portanto formas de limitar as perdas.

Swap

Um tipo de contrato forward para trocar um tipo de cash flow (fluxo de caixa) ou ativo por outro, de acordo com regras predeterminadas.
 
 

Taxa de Cupão

Taxa de juro que, quando multiplicada pelo valor nominal de uma obrigação, determina o montante do juro periódico devido emitente ao obrigacionista.
 

Taxa de Juro Fixa

É a taxa de juro fixada no momento da emissão e que se mantém inalterada durante a vida do empréstimo.
 

Taxa de Juro Variável

Taxa de juro que varia periodicamente de acordo com a evolução de uma taxa de referência de mercado.
 
 

Taxa Interna de Rendibilidade (Yield to Maturity - YTM)

Taxa de rendibilidade esperada pelo Investidor, desde a data de aquisição até à maturidade da obrigação e os respetivos cash flows (fluxos de caixa) reinvestidos à mesma taxa.

Unit Linked

Contratos de seguro de vida ligados a fundos de investimento ou outros ativos financeiros e cujo saldo da apólice se expressa através de unidades de conta, representadas de fundos autónomos constituídos por ativos do segurador ou por unidade de participação de um ou vários fundos de investimento e cuja rendibilidade, por conseguinte, está dependente da evolução do valor desses ativos.
 

Valor de Mercado

Designa o preço de mercado de um determinado ativo multiplicado pela quantidade a que respeita.
 
 

Valor Nominal

Corresponde ao valor facial de determinado instrumento financeiro. No caso das ações identifica o montante de capital social que cada ação representa. No caso das obrigações identifica o capital em dívida e serve de base, por exemplo, para determinar o montante dos juros.
 

Valores Mobiliários

Documentos representativos de situações jurídicas homogéneas, padronizados, fungíveis entre si e suscitáveis de transmissão em mercado.    
   
 

Warrant

Um certificado que dá ao seu possuidor o privilégio mas não a obrigação, a longo-prazo prazo (por vezes o privilégio é perpétuo), de comprar ações a um preço especificado.