Macroeconomia

29 maio 2020

Vendas a retalho em abril caem a pique

O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou hoje os valores de abril relativos às vendas no retalho. De referir que estes dados incluem, plenamente, o impacto das políticas de confinamento adotadas em meados de março. Os dados foram os seguintes:   

1. Índice do volume de negócios no comércio a Retalho a preços constantes (sem as vendas de combustível e ajustamentos sazonais), portanto sem o impacto dos preços, caíram 19,7% homólogo vs. Média Móvel de 12 meses (12MMM) de +2,2% e 3MMM de -4,6%;

2. Produtos Não Alimentares a preços constantes (sem vendas de combustível) -35,3% homólogo vs. 12MMM: +1,0% e 3MMM: -14,4% homólogo;

3. Produtos Alimentares a preços constantes -5,2% homólogo vs. 12MMM: +3,3% e 3MMM: +4,6%;

4. Têxteis, vestuário e calçado (dados nominais, incluindo o efeito preço) -86,8% homólogo vs. 12MMM: -7,9% e 3MMM: -43,8%;

5. Bens para casa (dados nominais) -24,6% vs. 12MMM: -0,1% e 3MMM: -10,7%;

6. Por Correspondência, Internet e Outros meios (dados nominais) +21% homologo vs. 12MMM: +11,6% e 3MMM: +10,3%.

Os dados de abril, em pleno confinamento, mostram uma redução drástica na atividade, incluindo as vendas de Alimentação, -5,2% homólogo e uma redução impressionante no vestuário de -86,8% homólogo. Interessante foi o desempenho nas vendas por correspondência e Internet, a registarem o segundo mês consecutivo positivo e aparentemente a indicarem a adoção por parte dos portugueses das vendas “online”, algo em que temos demonstrado alguma resistência.  

  

Fonte: INE, AS Independent Research

António Seladas
AS Independent Research



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