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09 março 2020

Petróleo cai 30% e arrasta mercados bolsistas

O preço do barril do petróleo registou esta madrugada a maior queda diária dos últimos 30 anos, após a Arábia Saudita ter avançado com uma estratégia de reduzir preços e aumentar a produção de petróleo mesmo depois de terem falhado as negociações, durante o fim de semana, entre os membros da OPEP + para um corte adicional na produção diária de petróleo a partir de abril.

Esta “guerra de preços” no mercado petrolífero, num período de crescente incerteza sobre o impacto do coronavírus no crescimento da economia mundial, ditou uma abertura dos mercados bolsistas europeus em forte baixa, acompanhando o fecho no “vermelho” das praças asiáticas, com o setor energético (onde se incluem as ações petrolíferas) entre os mais penalizados.

Perante a oposição da Rússia em aprovar um corte adicional na produção, de 1,5 milhões de barris por dia a partir de abril e que deveria ficar em vigor até ao final do ano, e a consequente inexistência de acordo entre os 14 países da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e os 10 produtores aliados liderados pela Rússia - os  quais constituem a OPEP +, a Arábia Saudita, o maior produtor de petróleo do mundo, anunciou que em abril vai produzir mais de 10 milhões de barris de petróleo/dia (contra 9,7 milhões atualmente) e está disponível para chegar ao nível recorde de 12 milhões de barris/dia. Por outro lado, a Saudi Aramco, a petrolífera estatal da Arábia Saudita, reduziu entre 6 a 8 dólares o preço que cobra por barril aos seus clientes, o maior corte em cerca de 30 anos, pretendendo inundar o mercado de petróleo saudita e deixar os outros produtores sem escoamento para a sua produção.

O preço do Brent (Londres) chegou a recuar mais de 31% para os 30,02 dólares e o do WTI (Nova Iorque) desceu mais de 33% para os 27,34 dólares, a maior queda diária desde a Guerra do Golfo em 1991. Neste momento o Brent perde 20,39% para 36,08 dólares e o WTI desce 21,75% para 32,2 dólares.



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