maio 28, 2026
(tempo de leitura: 3 minutos)
O ESI na Área Euro e em Portugal, em maio, recuperou ligeiramente de valores anormalmente baixos em abril. Admitindo a resolução do conflito e ajustamento no preço do petróleo, a Confiança dos Consumidores e Serviços deverá continuar a melhorar, não sendo, no entanto, evidente o impacto atual efetivo na economia, por exemplo as vendas de automóveis registaram um desempenho positivo em abril…
A Comissão Europeia divulgou os dados de maio, relativos aos indicadores mensais de Sentimento Economico (ESI) e subcomponentes para a Área Euro e por países, nomeadamente Portugal.
Os dados foram os seguintes:
1 – O Indicador de Sentimento Económico (ESI) em maio, na Área Euro, +30pb, em cadeia, para 93,5 (-2,3% homólogo) vs. 12MMM (12 meses média móvel) 96,1 e 3MMM: 94,3;
2 – Relativamente às subcomponentes, Confiança dos Consumidores, +160pb em cadeia para -19 (12MMM: -14,5/3MMA: -18,7);
3 – O indicador português ESI, também melhorou, +120pb em cadeia para 101,6 (-3,1% homólogo). Compara com 12MMA: 104,1/3MMM: 101,8;
4 – Relativamente às subcomponentes, em Portugal, a Confiança dos Consumidores melhorou, +250pb em cadeia, para -26,3 vs. 12MMA: -18,4/3MMA: -26,9 e Serviços, +200pb para 9,1; acima das médias móveis.
Comentário: o ESI na Área Euro e em Portugal, recuperaram ligeiramente, de valores anormalmente baixos em abril, impacto da guerra/preço do petróleo. De realçar que os principais ajustamentos/recuperação se verificaram na Confiança dos Consumidores e Confiança nos Serviços, enquanto a Indústria se mantém relativamente estável, em baixa. Assumindo que o conflito de resolve nos próximos meses e o preço do petróleo ajusta, é natural que estes indicadores, Confiança dos Consumidores e Serviços, melhorem, entretanto não é evidente o impacto negativo atual na economia, por exemplo as vendas de automóveis em abril, na UE, +4,2% homólogo, Alemanha: 4,5% e Portugal, 15,1%.
Em resumo, necessitamos de esperar por mais dados, nomeadamente dados reais para perceber o ritmo do ajustamento, no trimestre.



Fonte: Banco de Portugal, Comissão Europeia, AS Independent Research
António Seladas, CFA
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