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Macroeconomia

março 23, 2026

Contas externas em janeiro mantêm trajetória negativa…

(tempo de leitura: 3 minutos)   

 

As contas externas em janeiro, deterioram-se, a Balança Corrente mantém-se positiva,1,09% do PIB, mas o défice na Balança comercial cresce, 12% homólogo, enquanto o superavit na Balança de Serviços cai, 7,8%. 

                 

O Banco de Portugal (BdP) divulgou os dados de janeiro, relativos às contas externas. Destacamos, o seguinte: 

1 – Saldo da Balança Corrente em percentagem do PIB, últimos 12 meses: +1,09%. Compara com Média Móvel dos últimos 12 meses (12MMM): +1,3% e 3MMM: +1,1%;

2 – Saldo negativo da Balança de Bens em percentagem do PIB (últimos 12 meses): -9,6%. Compara com 12MMM: -9,5% e 3MMM: -9,6%;

3 – O saldo positivo da Balança de Serviços (inclui o desempenho da Balança de Viagens e Turismo), fixou-se nos 10,7% em percentagem do PIB, últimos 12 meses vs. 12MMA: 10,9% e 3MMM: 10,8%;

4 – O saldo positivo da balança de Viagens e Turismo (somente receitas de turismo, consolida na Balança de Serviços) em percentagem do PIB (últimos 12 meses) está em 7,1%. Compara com 12MMM: +7,2% e 3MMM: +7,2%;

5 – O saldo negativo da Balança de Bens, em janeiro, +12% homólogo. Compara com 12MMM: +17,1% e 3MMM: +2,9%;

6 – O saldo positivo da Balança de Serviços, em janeiro, -7,8% homólogo vs. 12MMM: +2,1% e 3MMM: -6,8%;

7 – O saldo positivo da Balança de Viagens e Turismo, em janeiro, +2,2% homólogo, compara com 12MMM: +4,2% e 3MMM: +0,6%.

As contas externas, em janeiro, continuaram a deteriorar-se, a Balança Corrente, ficou marginalmente positiva, enquanto o superavit nos últimos 12 meses está em 1,09%; inferior às médias móveis. Como temos escrito no passado, é, essencialmente, o défice na Balança de Bens, que continua a crescer, em janeiro +12% homólogo e 9,6% do PIB, últimos 12 meses. Entretanto, o superavit na Balança de Serviços, que tem compensado o défice na Balança de Bens, tem demonstrado um menor desempenho, crescimento negativo pelo terceiro mês consecutivo e superavit em % do PIB nos 10,7%, ligeiramente abaixo das médias móveis.

      

 

Fonte: BdP, INE, AS Independent Research


Artigo de autoria:
António Seladas, CFA

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