janeiro 02, 2026
(tempo de leitura: 3 minutos)
Em novembro, a execução fiscal manteve-se positiva, superavit, acumulado no ano, €2 836 milhões; +€634 milhões vs. 2024, devido a Receitas Efetivas, +7,3% acumulado, acima da Despesa Efetiva +6,9%. O saldo orçamental no final do ano, na ótica de caixa, deverá situar-se perto de Mil milhões de euros (inferior à nossa expetativa há um mês). Por último, a divida pública reduziu-se em novembro, para cerca de 92% do PIB, essencialmente, devido à redução dos Depósitos do Estado, este processo dever-se-á manter até final do ano, de forma a atingir o objetivo do governo, 90,2% ou superá-lo.
O Banco de Portugal (BdP) divulgou os valores da dívida pública relativos a novembro, sendo de destacar, o seguinte:
1 – O nível bruto de dívida pública (definição Maastricht) caiu 66pb em cadeia/+450pb homólogo para €281 383 milhões; 92,2% em percentagem do PIB (últimos 12 meses). Compara com 12MMM (12 meses média móvel): 95,1%/3MMM: 94,3% (objetivo 2025: 90,2%;
2 – Nível líquido de divida publica (depois de se deduzirem os depósitos das administrações públicas): €258 941 milhões (€2 446Milhões desde início do ano); +35pb em cadeia/+95pb homólogo e 84,9% em proporção do PIB nominal (últimos 12 meses) vs. 12MMM: 87,1% e 3MMM: 84,8%.
Separadamente, o Ministério das Finanças divulgou, a execução fiscal em novembro (geralmente, último dia do mês durante o final da tarde). Salientamos o seguinte:
1 - Superavit em novembro (acumulado no ano) €2 836Milhões; +€634Milhões homólogo;
2 – Superavit em % do PIB, ótica de caixa, últimos 12 meses, +0,32% vs. 12MMA: +0,63% e 3MMA: 0,34%;
3 – Receita Efetiva em novembro (acumulado): +7,3%; vs. 12MMA: 8,9% e 3MMA: 6,8% (orçamento inicial 9,8%):
- Impostos Diretos (acumulado): +5,1% vs. orçamento +1,0% (IRS: 8,5% e IRC: -3,8%)
- Impostos Indiretos (acumulado): 8,3% vs. orçamento 7,1% (IVA: 9,6% e Imp. s/ Prod. Petrolíferos: +9,3%)
- Contribuições (Acumulado; Seg Social, CGA, ADSE…): 8,2% vs. orçamento: 5,4%;
- Outros (Acumulado; dividendos, transferências EU…): 7,5%; vs. orçamento: 34,8%.
4 – Despesa Efetiva em novembro (acumulado): 6,9% vs. 12MMA: 6,6% e 3MMA: 9,0% (orçamento: 11,5%):
- Pessoal (acumulado): +8,2% vs. orçamento 5,3%;
- Aquisição de Bens e Serviços (acumulado): 8,1% vs. orçamento: 10,3%;
- Encargos c/ Divida (acumulado): -4,0% vs. orçamento 2,6%;
- Transferências Correntes (acumulado; pensões, apoio social…): +5,2% vs. orçamento 4,0%;
- Outros (Subsídios, Investimento, outros…): 16,2% vs. orçamento 60%.
Comentário: divida publica, em novembro, como esperado, caiu €1,8Mil Milhões em cadeia, devido, essencialmente à redução dos Depósitos, cerca de €2,8Mil milhões; excluindo os Depósitos, a divida, efetivamente, sobe cerca de €0,9mil milhões, ligeiramente abaixo do défice, em novembro, €1,318Mil milhões.
Entretanto, a execução fiscal mantém-se positiva, superavit, na ótica de caixa, €2,836Mil milhões até novembro, um excesso de €634Mil milhões vs. 2024. A receita fiscal efetiva cresce 7,3% no acumulado do ano vs. Despesa, +6,9%; este desvio explica essencialmente o superavit. Na receita, destaca-se o IRS: +8,5% (acumulado do ano), IVA 9,6% e Contribuições 8,2%; do lado da Despesa as remunerações dos funcionários públicos +8,2% e Transferências Correntes +5,2%, mantêm um desempenho relativamente elevado, particularmente porque se trata de despesas com um cariz essencialmente fixo. Por último, tendo em conta o desempenho histórico, no último mês do ano, parece razoável assumir um excesso orçamental no final de 2025 junto aos Mil milhões de euros (abaixo da nossa expectativa há um mês).


AS Independent Research
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