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Macroeconomia

agosto 14, 2026

Indicadores Coincidentes em julho surpreendem

(tempo de leitura: 3 minutos)   

Os indicadores Coincidentes, em julho, surpreenderam pela positiva e dados passados foram revistos em alta. Apesar de diversos ventos contrários a economia portuguesa mantém-se resiliente…       


O Banco de Portugal (BdP) divulgou os Indicadores Coincidentes de julho, salientamos o seguinte:  

1 - Indicador Coincidente de Atividade Económica: 2,4% homólogo vs. 12MMM (12 meses média móvel): 2,2% e 3MMM: 2,2%;

2 - Indicador Coincidente do Consumo Privado: 2,8% homólogo vs. 12MMM: 3,2% e 3MMM: 2,8%.

Separadamente, o BdP divulgou o Indicador Diário de Atividade (indicador semanal suportado em diversas variáveis diárias, como tráfego rodoviário de veículos comerciais, consumo de eletricidade e gás…. Importa salientar que o indicador é volátil e frequentemente sujeito a revisões), o qual indica 3º Trimestre 2026 até ao momento (3T26; valor médio), +0,5% homólogo.     

Comentário: Os Indicadores Coincidentes foram revistos em alta, particularmente nos últimos quatro/cinco meses e especificamente Consumo Privado. De facto, apesar do impacto negativo da guerra e do aumento dos preços dos combustíveis, a economia manteve um ritmo intenso no 2T26, PIB +2,5% homólogo. Entretanto, o 3T26 iniciou-se pela positiva, Indicador de Atividade Económica, +2,4% homólogo, acima das médias móveis e Indicador de Consumo Privado, 2,8%; estável em níveis elevados. Finalmente, o DEI continua a indicar um desempenho da economia mais fraco, ainda que o indicador seja frequentemente revisto.     

Em resumo, a economia, apesar de ventos contrários, guerras, preço do petróleo, menor crescimento no tráfego dos aeroportos e evolução moderada das receitas da segurança social, continua a surpreender. O Consumo privado mantém-se como principal motor da economia, sustentando o crescimento do PIB, ainda assim o índice geral, +2.4% em julho, acima das médias móveis, poderá indicar que outros sectores estão a melhorar.

 

 

 

 

 

Fonte: BdP, INE, AS Independent Research


Artigo de autoria:
António Seladas, CFA

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