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Macroeconomia

outubro 13, 2026

Inflação 3,6%, dos quais Energia 15,3%

(tempo de leitura: 2 minutos)  

 

Inflação e Inflação subjacente, em setembro, 3,6% e 2,7%, respetivamente. A pressão da subida dos preços dos produtos energéticos, +15,3% intensifica-se. Entretanto Serviços, +4,4%; acima das médias móveis; indica que a procura doméstica se mantém saudável…   

       

O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou os valores finais relativos à inflação, no mês de setembro. Destacamos o seguinte: 

1 – O nível geral de preços (IPC), +3,60% homólogo (em cadeia +124pb), ligeiramente acima dos valores preliminares; compara com o valor médio dos últimos 12 meses (12MMM): +2,8% e 3MMM: +3,3%;

2 – Inflação subjacente (exclui o impacto dos bens voláteis: energia e produtos alimentares não processados), +2,72% homólogo (+118bp em cadeia); compara com 12MMM: +2,2% e 3MMM +2,6%;

3 – Serviços: +4,40% homólogo/-13pb em cadeia, vs. 12MMM: 3,7%/3MMM: 4,1%;

4 – Bens: 2,96% homólogo/+238pb em cadeia vs. 12MMM: 2,1%/3MMM: 2,6%; 

5 – Produtos Energéticos: +15,31% homólogo/+289pb em cadeia vs. 12MMM: +5.6%/3MMA: +12,1%;     

5 – Alimentação e Bebidas não Alcoólicas: +2,38% homólogo; vs. 12MMM: +3,2%/3MMM: 2,3%;

6 – Restaurantes/refeições fora: +6,78% homólogo vs. 12MMM: +6,7%/3MMM: +6,7%;

7 – Rendas: +5,23% homólogo vs. 12MMM: +5,1%/3MMM: +5,2%;          

8 – Telecomunicações (pacotes): -0,46% homólogo (+142pb em cadeia) vs. 12MMM: -1.7%/3MMM: -2,4%;

9 – Vestuário e Calçado: -1,96% homólogo vs. 12MMM: -1,5%/3MMM: -1,4%;

0 – Equipamentos Domésticos: -0,99% homólogo vs. 12MMM: -1,7%/3MMM: -1,3%.

Comentário: dados finais de inflação em setembro 3,60% e inflação subjacente, 2,72%; ligeiramente acima dos dados preliminares, continua pressionada pelos Produtos Energéticos, +15,3% homólogo, no entanto inflação nas refeições fora, +6,78%; continua a subir acima da média, apesar de alguns sinais de arrefecimento na indústria, rendas também continuam a subir acima dos valores médios, enquanto o alimentar, 2,38%; se mantém controlado. Finalmente, Serviços, 4,4%, indicam, em geral, que a procura doméstica se mantém saudável.                 

 

 

Fonte: INE, BoP, AS Independent Research


Artigo de autoria:
António Seladas, CFA

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