março 11, 2026
(tempo de leitura: 2 minutos)
Inflação e Inflação subjacente, em fevereiro, 2,1% e 1,9%, respetivamente, em linha com os valores preliminares. A tendência mantém-se, Serviços puxam o nível de preços para cima, enquanto Bens, essencialmente importados, compensam. A subida prevista nos preços devido ao conflito, não se deve entender como inflação, no sentido de uma subida sustentada e generalizada…
O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou os valores finais relativos à inflação, no mês de fevereiro. Destacamos o seguinte:
1 – O nível geral de preços (IPC), +2,1% homólogo, em linha com os valores preliminares; compara com o valor médio dos últimos 12 meses (12MMM): +2,3% e 3MMM: +2,1%;
2 – Inflação subjacente (exclui o impacto dos bens voláteis: energia e produtos alimentares não processados), +1,94% homólogo; compara com 12MMM: +2,1% e 3MMM +1,9%;
3 – Serviços: +3,38% homólogo, vs. 12MMM: 3,8% e 3MMM: 3,5%;
4 – Bens: 1,11% homólogo vs. 12MMM: 1,1% e 3MMM: 1,0%;
5 – Produtos Energéticos: -2,17% homólogo vs. 12MMM: -0,9% e 3MMA: -2,3%;
5 – Alimentação e Bebidas não Alcoólicas: +3,6% homólogo; vs. 12MMM: +3,1% e 3MMM: 3,4%;
6 – Restaurantes/refeições fora: +6,58% homólogo vs. 12MMM: +6,4% e 3MMM: +6,7%;
7 – Rendas: +5,2% homologo vs. 12MMM: +5,1% e 3MMM: +5,1%;
8 – Telecomunicações (pacotes): -0,88% homólogo vs. 12MMM: -1,4% e 3MMM: -1,4%;
9 – Vestuário e Calçado: -1,89% homólogo vs. 12MMM: -1,6% e 3MMM: -1,8%;
10 – Equipamentos Domésticos: -2,41% homólogo vs. 12MMM: -1,6% e 3MMM: -2,7%.
Comentário: dados de inflação em janeiro, 2,1% e inflação subjacente, 1,9%; em linha com os dados preliminares. A tendência estrutural mantém-se, Serviços, +3,4%; a pressionar o nível geral de preços para cima, enquanto Bens, +1% mantém-se estável. A instabilidade no Médio Oriente, a manter-se no tempo, deverá pressionar os preços, no entanto, não deverá ser entendido como um fenómeno de inflação, que se caracteriza por uma subida geral e sustentada nos preços, geralmente provocada por pressão da procura. Ou seja, as autoridades monetárias dever-se-ão manter inativas.


António Seladas, CFA
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