abril 13, 2026
(tempo de leitura: 2 minutos)
Inflação e Inflação subjacente, em março, 2,7% e 2,0%, respetivamente, em linha com os valores preliminares. Os efeitos de segunda ordem na inflação são ainda inexistentes, inflação subjacente, 2%, estável, sendo que a energia subiu 5,74%hómologo/6,65% em cadeia. A adoção, por parte dos governos de políticas fiscais expansionistas/défices, poderá estimular a procura interna e por arrasto os efeitos de segunda ordem, pressionando os bancos centrais a atuarem…
O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou os valores finais relativos à inflação, no mês de março. Destacamos o seguinte:
1 – O nível geral de preços (IPC), +2,71% homólogo (em cadeia +202pb), em linha com os valores preliminares; compara com o valor médio dos últimos 12 meses (12MMM): +2,3% e 3MMM: +2,2%;
2 – Inflação subjacente (exclui o impacto dos bens voláteis: energia e produtos alimentares não processados), +2,01% homólogo (+186bp em cadeia); compara com 12MMM: +2,1% e 3MMM +1,9%;
3 – Serviços: +3,41% homólogo, vs. 12MMM: 3,8%/3MMM: 3,3%;
4 – Bens: 2,21% homólogo vs. 12MMM: 1,2%/3MMM: 1,4%;
5 – Produtos Energéticos: +5,74% homólogo (+6,65% em cadeia) vs. 12MMM: -0,4%/3MMA: +0,4%;
5 – Alimentação e Bebidas não Alcoólicas: +3,65% homólogo; vs. 12MMM: +3,3%/3MMM: 3,5%;
6 – Restaurantes/refeições fora: +6,63% homólogo vs. 12MMM: +6,4%/3MMM: +6,6%;
7 – Rendas: +5,12% homólogo vs. 12MMM: +5,1%/3MMM: +5,1%;
8 – Telecomunicações (pacotes): -0,88% homólogo vs. 12MMM: -1,4%/3MMM: -0,8%;
9 – Vestuário e Calçado: -1,98% homólogo vs. 12MMM: -1,7%/3MMM: -1,9%;
0 – Equipamentos Domésticos: -1,76% homólogo vs. 12MMM: -1,6%/3MMM: -2,3%.
Comentário: dados finais de inflação em março 2,7% e inflação subjacente, 2,0%; em linha com os dados preliminares, mas sem dúvida pressionados com os preços de energia, +5,74%. No entanto, os efeitos indiretos ou de segunda ordem na inflação são ainda irrelevantes, inflação subjacente, 2,0%, em linha com medias moveis e inflação nos Serviços, estável nos 3,40%. A nossa ideia principal é que a pressão nos preços é conjuntural e dissipar-se-á com o tempo, no entanto, a adoção, por parte dos governos, de políticas fiscais expansionistas/aumentos de défices públicos, estimulará a procura doméstica e pressionará os preços, colocando os bancos centrais sob pressão.


Fonte: INE, BoP, AS Independent Research
António Seladas, CFA
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