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Macroeconomia

junho 23, 2026

Mercado de Habitação no 1T26 atinge novo máximo

(tempo de leitura: 3 minutos)    

 

O mercado de habitação em Portugal, no 1T26, manteve o ritmo intenso, índice de preços +17,8%homólogo/+3,8% em cadeia; excedendo o desempenho de Espanha, +12,9% e Área Euro, +5,2%; ainda assim os valores são ligeiramente inferiores às médias móveis…

 

O Instituto Nacional de Estatística divulgou os dados do 1T26 (1º trimestre 2026) relativos ao índice de preços de habitação e número de imóveis transacionados. Destacamos o seguinte: 

1 – Índice de preços de Habitação (casas novas e existentes): +17,8% homólogo/3,8% em cadeia, compara com 12 meses média móvel (12MMM): +17,9%/6MMM: 18,3%;

2 – Volumes transacionados (medido pelo número de casas transacionadas, novas e existentes) -8,7% homólogo vs. 12MMM: +1,5%/6MMM: -6,4% (em cadeia: -12,4%);          

3 – Volumes transacionados na região de Lisboa: -10,3% homólogo vs. 12MMM: -2,0%/6MMM: -11,1% (em cadeia: -7,7%);

4 – Volumes transacionados por não-Residentes: -15,6% homólogo vs. 12MMM: -16,9%/6MMM: -18,3% (-13,5% em cadeia).

Separadamente, há cerca de duas semanas, os dados divulgados pelo INE espanhol, indicavam, relativamente ao 1T26, preços de habitação: +12,9% homólogo/+3,6% em cadeia vs. 12MMA: +12,8%/6MMM: +12,9% (+1,8% em cadeia).

Finalmente, Preços na Área Euro no 4T25: +5,2% homólogo vs. 12MMA: 5,2% e 6MMA: 5,1%.

Comentário: O Mercado de Habitação em Portugal continua a registar um excesso de desempenho, preços sobem 17,8% homólogo vs. Espanha, 12,9% e Área Euro 5,2% (4T25), ainda assim de realçar algum abrandamento vs. as médias móveis. Entretanto, o número de transações ajustou em termos homólogos, enquanto o número de transações de não-residentes também ajusta e perde ligeiramente relevância, 4,7% do total de transações, ligeiramente inferior a 12MMM. Por último, as taxas de juro reais descontadas da inflação subjacente, mantém historicamente relativamente atrativas.          

 

 

 

 

 

Fonte: INE, BdP, AS Independent Research


Artigo de autoria:
António Seladas, CFA

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