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Macroeconomia

março 04, 2026

Mercado de trabalho, em janeiro, mantém-se estável, em alta

(tempo de leitura: 3 minutos)   

Mercado de trabalho, em janeiro, manteve-se estável em alta, o crescimento da População Ativa, 1,8% homólogo, abrandou, felizmente, foi compensado por menor crescimento da População Empregada e como tal a taxa de desemprego manteve-se estável nos 5,6%...

 

O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou os dados preliminares sobre a evolução do desemprego, da população empregada, população subutilizada, população ativa e população inativa relativos ao mês de dezembro (dados ajustados pela sazonalidade). Destacamos o seguinte:

1 – A taxa de Desemprego em janeiro 5,61% (+3pb em cadeia); compara com média móvel dos últimos 12 meses (12MMM): 5,98% e 3MMM: 5,62%;

2 – A taxa de Subutilização (inclui para além da população desempregada, o subemprego de trabalhadores a tempo parcial, os inativos à procura de emprego, mas não disponíveis e os inativos disponíveis, mas que não procuram emprego) manteve-se quase estável em cadeia nos 9,64%; compara com 12MMM: 10,19% e 3MMA: 9,71%. Este é um conceito alargado de desemprego, menos volátil e, eventualmente, mais preciso, que inclui também os que por diversos motivos desistiram de procurar emprego, procuram emprego, mas não estão disponíveis e os que trabalham a tempo parcial;   

3 – A População Empregada em janeiro subiu 2,62% homólogo vs. 12MMM: +3,29% e 3MMM: +3,28% (-95pb em cadeia);  

4 – A População Ativa em janeiro subiu 1,8% homólogo vs. 12MMM: 2,77% e 3MMM: +2,39%          (-85pb em cadeia);

5 – A População Inativa em janeiro caiu 176pb homólogo vs. 12MMA: -178pb e 3MMM: -148pb (-36pb em cadeia).     

 

O mercado de trabalho em janeiro manteve-se apertado, o crescimento da População Ativa abrandou, 1,8% homólogo, inferior às médias moveis, felizmente o crescimento da População Empregada também abrandou, como resultado a taxa de desemprego manteve-se estável, junto aos 5,6%. Acreditamos, que politicas de imigração mais restritivas, deverão abrandar o crescimento da população ativa e como consequência, nos próximos meses, taxas de desemprego mais baixas.

 

 

 

 

 

Fonte: INE, AS Independent Research


Artigo de autoria:
António Seladas, CFA

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