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Macroeconomia

maio 18, 2026

Salário médio no 1T26 sobe 5,2%; tendência ligeira de ajustamento

(tempo de leitura: 2 minutos)    

 

Os aumentos salariais mantêm uma tendência ligeira de abrandamento, 5,0% homólogo em março, ainda assim em termos reais cerca de 300pb acima da inflação ou 200pb se assumirmos os níveis de inflação de abril. O impacto no consumo dever-se-á sentir nos próximos meses, ainda que seja de esperar que, entretanto, os sindicatos se manifestem por aumentos mais generosos.            

 

O Instituto Nacional de Estatística divulgou, os dados relativos à remuneração Bruta Total mensal por trabalhador, durante o 1T26 (1º trimestre 2026). Destacamos o seguinte: 

1 – O salário medio bruto mensal durante o 1T26: €1 728; +5,2% homólogo e últimos 12 meses €1 708 (+5,6% media);

2 – Aumentos mensais homólogos: janeiro: +5,4%; fevereiro: 5,2% e dezembro: 5,0%;

4 – Inflação subjacente média no 1T26: 1,9% e últimos 12 meses: 2,1% (abril: 3.3% e inflação subjacente: 2.25)

5 – Índice de Custo Laboral em março (ajustado pelos dias de trabalho): 4,9% homólogo vs. valores médios dos últimos 4 trimestres, 5,0%;

6 – Índice do custo laboral na União Monetária, em dezembro (dados do 1T26 ainda não disponíveis), 3,4% homólogo.       

 

Comentário: O desempenho dos salários mantém-se resiliente, acima da inflação subjacente, cerca de 300pb base, em termos reais, no entanto assumindo os níveis de inflação de abril, os ganhos reais caem para cerca de 200pb. Este desempenho, tem incentivado o consumo, e procura doméstica, coerente com diversos outros indicadores. No entanto, o aumento súbito de inflação, particularmente combustíveis, aparentemente terá condicionado o consumo em abril.

Em resumo, menor variação real de salários, deverá travar o consumo, ainda que seja de esperar que os sindicatos, no futuro próximo, exijam aumentos mais generosos. Por último, o abrandamento no índice do custo laboral, reduz a diferença vs. a União monetária, melhorando a competitividade externa (menos negativa).       

 

 

 

 

Fonte: INE, BdP, AS Independent Research


Artigo de autoria:
António Seladas, CFA

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