fevereiro 16, 2026
(tempo de leitura: 2 minutos)
Os salários mantêm uma tendência ligeira de abrandamento, 5,1% em dezembro, ainda assim em termos reais cerca de 300pb acima da inflação, são um forte incentivo ao consumo, pressionando as contas externas e a competitividade.
O Instituto Nacional de Estatística divulgou, os dados relativos à remuneração Bruta Total mensal por trabalhador, durante o 4T25 (4º trimestre 2025). Destacamos o seguinte:
1 – O salário medio bruto mensal durante o 4T25: €1 741; +5,3% homólogo e últimos 12 meses €1 686 (+5,8% media);
2 – Aumentos mensais homólogos: outubro: +5,3%; novembro: 5,4% e dezembro: 5,1%;
4 – Inflação subjacente média no 4T25: 2,1% e últimos 12 meses: 2,2%;
5 – Índice de Custo Laboral em dezembro (ajustado pelos dias de trabalho): 6,9% homólogo vs. valores médios dos últimos 4 trimestres, 5,4%;
6 – Índice do custo laboral na União Monetária, em setembro (dados do 4T25 ainda não disponíveis). 3,4% homólogo.
Comentário: O desempenho dos salários mantém-se resiliente, acima da inflação subjacente, cerca de 300pb base, em termos reais. Este desempenho, é um forte incentivo ao consumo, e à procura doméstica, coerente com diversos indicadores, que mostram consumo forte (vendas a retalho no 4T25, +5,2% homólogo) e pressão nas contas externas nomeadamente Balança de Bens, défice acima dos 9% do PIB. De registar também o índice do custo do trabalho em Portugal acima da União Monetária, que piora o nível de competitividade.


Fonte: INE, BdP, AS Independent Research
António Seladas, CFA
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