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Macroeconomia

junho 01, 2026

Vendas no retalho em abril surpreendem no não-Alimentar

(tempo de leitura: 3 minutos)  

Vendas no retalho, em abril +4,0% (volume), homólogo, ajustaram; particularmente, Alimentar, -1% (efeito Páscoa), enquanto o não-Alimentar, +8,7%; mantém-se pujante, quase insensível à subida dos preços dos combustíveis.  

 

O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou os valores de abril relativos às vendas no retalho.

Os dados foram os seguintes:    

1 – Índice do volume de negócios no comércio a Retalho a preços constantes (sem as vendas de combustível, automóveis e ajustamentos sazonais), ou seja, sem o impacto dos preços, +4,0% homólogo, vs. 12 Meses Média Móvel (12MMM) +5,8% e 3MMM +4,8%;

2 – “Produtos não-Alimentares” a preços constantes (sem vendas de combustível e automóveis) +8,7% homólogo vs. 12MMM: +7,1% e 3MMM: +7,1% (vendas de automóveis em abril: +15,1%);

3 – “Produtos Alimentares” a preços constantes: -1,0% homólogo vs. 12MMM: +4,4% e 3MMM: +2,4%;

4 – “Produtos Alimentares” a preços correntes (dados nominais, incluindo o efeito preço) +3,8% homólogo vs. 12MMM +6,9% e 3MMM: 5,9%;

4 – “Têxteis, Vestuário e Calçado” (dados nominais, incluindo o efeito preço) 7,5% homólogo vs. 12MMM: 5,5% e 3MMM: 5,4%;

5 – “Artigos para o Lar” 13,2% homólogo (dados nominais) vs. 12MMM: 3,8% e 3MMM: +10,1%;   

6 – “Vendas por Correspondência, Internet e Outros Meios” (dados nominais) 16,6% homólogo vs. 12MMM 2,5% e 3MMM 9,7%.      

Comentário: As vendas no retalho, em volume, em abril, ajustaram, +4% homólogo, dos quais Alimentação: -1% e “não-Alimentar” +8.7%. O ajustamento foi essencialmente no Alimentar e dever-se-á ter relacionado com o efeito Páscoa (mais cedo este ano, contributo em março), no entanto a média dos dois meses indica variação +1,5%; inferior às médias móveis.

Em resumo, o sector não-Alimentar mantém-se pujante, mostrando pouca sensibilidade ao aumento dos preços dos combustíveis, no entanto o sector Alimentar, aparentemente, perdeu ritmo nos últimos dois meses.

 

 

 

 

Fonte: INE, AS Independent Research


Artigo de autoria:
António Seladas, CFA

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