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Macroeconomia

janeiro 30, 2026

Vendas no retalho em dezembro, abrandam…

(tempo de leitura: 3 minutos)  

 

Vendas no retalho, em dezembro, abrandam (volume, excluindo combustível e automóveis), +3,8% homólogo, dos quais Não-Alimentar, 4,1% e, Alimentar 3,4%. A perda de ritmo, aparenta ser uma pausa e não reversão de tendência.

 

O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou os valores de dezembro relativos às vendas no retalho.

Os dados foram os seguintes:    

1 – Índice do volume de negócios no comércio a Retalho a preços constantes (sem as vendas de combustível, automóveis e ajustamentos sazonais), ou seja, sem o impacto dos preços, +3,8% homólogo, vs. 12 Meses Média Móvel (12MMM) +5,4% e 3MMM +5,2%;

2 – “Produtos não-Alimentares” a preços constantes (sem vendas de combustível e automóveis) +4,1% homólogo vs. 12MMM: +5,5% e 3MMM: +5,8% (vendas de automóveis em dezembro: +3.5%);

3 – “Produtos Alimentares” a preços constantes: 3,4% homólogo vs. 12MMM: +5,3% e 3MMM: +4,5%;

4 – “Produtos Alimentares” a preços correntes (dados nominais, incluindo o efeito preço) +5,6% homólogo vs. 12MMM +7,1% e 3MMM: 6,9%;

4 – “Têxteis, Vestuário e Calçado” (dados nominais, incluindo o efeito preço) 0,6% homólogo vs. 12MMM: 3,4% e 3MMM: 3,4%;

5 – “Artigos para o Lar” 2,3% homólogo (dados nominais) vs. 12MMM: 0,3% e 3MMM: +0,5%;   

6 – “Vendas por Correspondência, Internet e Outros Meios” (dados nominais) 12,5% homólogo vs. 12MMM 3,5% e 3MMM 3,3%.      

 

Comentário: As vendas no retalho, em dezembro, em volume, excluindo as estações de serviço e automóveis, ajustaram, nomeadamente vs. valores dos meses anteriores, +3,8% homólogo; dos quais Alimentação: 3,4% e Não-Alimentação: 4,1%; todas abaixo das médias móveis. Aparentemente, a economia terá perdido ritmo no último mês do ano, entretanto o ESI Indicador de Sentimento Económico (ler nota anterior), de janeiro aponta, também, para alguma fraqueza. Acreditamos ser uma pausa e não reversão de tendência  

       

 

 

Fonte: INE, AS Independent Research


Artigo de autoria:
António Seladas, CFA

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