Fundos imga

Macroeconomia

março 02, 2026

Vendas no retalho em janeiro recuperam ritmo

(tempo de leitura: 3 minutos)  

Vendas no retalho, em janeiro, recuperam ritmo intenso (volume, excluindo combustível e automóveis), +5,1% homólogo, dos quais Não-Alimentar, 5,2% e, Alimentar 5,1%. Um início de ano forte, depois de um ligeiro abrandamento em dezembro.  

 

O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou os valores de janeiro relativos às vendas no retalho.

Os dados foram os seguintes:    

1 – Índice do volume de negócios no comércio a Retalho a preços constantes (sem as vendas de combustível, automóveis e ajustamentos sazonais), ou seja, sem o impacto dos preços, +5,1% homólogo, vs. 12 Meses Média Móvel (12MMM) +5,3% e 3MMM +5,5%;

2 – “Produtos não-Alimentares” a preços constantes (sem vendas de combustível e automóveis) +5,2% homólogo vs. 12MMM: +5,5% e 3MMM: +6,3% (vendas de automóveis em janeiro: +16.1%);

3 – “Produtos Alimentares” a preços constantes: 5,1% homólogo vs. 12MMM: +5,3% e 3MMM: +5,5%;

4 – “Produtos Alimentares” a preços correntes (dados nominais, incluindo o efeito preço) +7,0% homólogo vs. 12MMM +6,9% e 3MMM: 6,8%;

4 – “Têxteis, Vestuário e Calçado” (dados nominais, incluindo o efeito preço) 7,6% homólogo vs. 12MMM: 3,4% e 3MMM: 7,2%;

5 – “Artigos para o Lar” 5,2% homólogo (dados nominais) vs. 12MMM: 0,9% e 3MMM: +2,3%;   

6 – “Vendas por Correspondência, Internet e Outros Meios” (dados nominais) -0,4% homólogo vs. 12MMM 2,6% e 3MMM 3,3%.      

 

Comentário: As vendas no retalho, em volume, em janeiro, excluindo as estações de serviço e automóveis, voltaram a surpreender, ao manter um ritmo intenso, 5,1% homólogo, dos quais Alimentação, 5,1% e Não-Alimentação 5,2%, apesar do efeito base não favorável. Por conseguinte, a economia iniciou o ano com um ritmo forte, o que impacta positivamente, por exemplo, as receitas fiscais e o emprego. No entanto, as contas externas são pressionadas, devido à importação de bens (exemplo automóveis: +16,1%).   

 

 

 

Fonte: INE, AS Independent Research


Artigo de autoria:
António Seladas, CFA

Voltar
icon de topo