Fundos imga

Macroeconomia

junho 29, 2026

Vendas no retalho em maio, num ambiente difícil, quase não perdem ritmo

(tempo de leitura: 3 minutos)  

 

Vendas no retalho, em maio +4,7% (volume), homólogo, dos quais Alimentar +2,4% e não-Alimentar +6,7%; inferiores às médias moveis, mas dado o enquadramento, são valores positivos...   

 

O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou os valores de maio relativos às vendas no retalho.

Os dados foram os seguintes:    

1 – Índice do volume de negócios no comércio a Retalho a preços constantes (sem as vendas de combustível, automóveis e ajustamentos sazonais), ou seja, sem o impacto dos preços, +4,7% homólogo, vs. 12 Meses Média Móvel (12MMM) +5,7% e 3MMM +5,7%;

2 – “Produtos não-Alimentares” a preços constantes (sem vendas de combustível e automóveis) +6,7% homólogo vs. 12MMM: +7,3%/3MMM: +9,3% (vendas de automóveis em maio: +6,5%);

3 – “Produtos Alimentares” a preços constantes: +2,4% homólogo vs. 12MMM: +4,0%/3MMM: +1,7%;

4 – “Produtos Alimentares” a preços correntes (dados nominais, incluindo o efeito preço) +6,3% homólogo vs. 12MMM +6,8%/3MMM: 5,8%;

4 – “Têxteis, Vestuário e Calçado” (dados nominais, incluindo o efeito preço) 11,3% homólogo vs. 12MMM: 6,1%/3MMM: 9,2%;

5 – “Artigos para o Lar” 10,7% homólogo (dados nominais) vs. 12MMM: 5,0%/3MMM: +13,7%;   

6 – “Vendas por Correspondência, Internet e Outros Meios” (dados nominais) 14,8% homólogo vs. 12MMM 3,3%/3MMM 14,4%.      

 

Comentário: As vendas no retalho, em volume, em maio, +4,7% homólogo, dos quais, “Alimentar”: 2,4% e “não-Alimentar” +6,7%. Dados ligeiramente negativos, inferiores às médias móveis, nomeadamente “não-Alimentar” +6,7%. Ainda assim, numa conjuntura marcada pelo aumento dos preços dos combustíveis e alguma pressão nas taxas de juro, vendas em volume crescerem junto aos 5%, é positivo. Entretanto, as vendas nominais no Alimentar, +6,3% homólogo, continuam a indicar pressão inflacionista relevante no sector.        

 

 

Fonte: INE, AS Independent Research


Artigo de autoria:
António Seladas, CFA

Voltar
icon de topo