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Macroeconomia

maio 04, 2026

Vendas no retalho em março continuam a surpreender

(tempo de leitura: 3 minutos)  

 

Vendas no retalho, em março +7,4% (volume) surpreendem pela positiva, particularmente, não-Alimentar. No entanto os dados de fevereiro, não-Alimentar, foram revistos em baixa, ainda assim, os valores médios, junto aos 6%; indicam um desempenho positivo no retalho, particularmente se tivermos em conta a subida abrupta do preço do petróleo   

 

O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou os valores de março relativos às vendas no retalho.

Os dados foram os seguintes:    

1 – Índice do volume de negócios no comércio a Retalho a preços constantes (sem as vendas de combustível, automóveis e ajustamentos sazonais), ou seja, sem o impacto dos preços, +7,4% homólogo, vs. 12 Meses Média Móvel (12MMM) +6,0% e 3MMM +4,9%;

2 – “Produtos não-Alimentares” a preços constantes (sem vendas de combustível e automóveis) +10,6% homólogo vs. 12MMM: +6,5% e 3MMM: +5,5% (vendas de automóveis em março: +8,5%);

3 – “Produtos Alimentares” a preços constantes: 3,8% homólogo vs. 12MMM: +5,4% e 3MMM: +4,4%;

4 – “Produtos Alimentares” a preços correntes (dados nominais, incluindo o efeito preço) +7,2% homólogo vs. 12MMM +7,0% e 3MMM: 6,9%;

4 – “Têxteis, Vestuário e Calçado” (dados nominais, incluindo o efeito preço) 8,5% homólogo vs. 12MMM: 4,9% e 3MMM: 5,8%;

5 – “Artigos para o Lar” 14,4% homólogo (dados nominais) vs. 12MMM: 2,4% e 3MMM: +6,6%;   

6 – “Vendas por Correspondência, Internet e Outros Meios” (dados nominais) 11,6% homólogo vs. 12MMM 0,2% e 3MMM 2,8%.      

 

Comentário: As vendas no retalho, em volume, em março, surpreenderam pela positiva, no entanto os dados de fevereiro foram revistos em baixa, nomeadamente vendas de “Produtos não-Alimentares”. Por conseguinte, se assumirmos a média no não-Alimentar de fevereiro e março, os dados apontam para “não-Alimentar” +6% homólogo, quase em linha com 12MMM: 6,5% e 3MMM: 5,5%; ainda assim dados positivos, se tivermos em conta que o preço da gasolina iniciou a subida em março, com a guerra do Irão.

   

 

 

 

Fonte: INE, AS Independent Research


Artigo de autoria:
António Seladas, CFA

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