Macroeconomia

dezembro 30, 2025

Vendas no retalho em novembro, superam expetativas…

(tempo de leitura: 3 minutos)  

 

Vendas no retalho em novembro, surpreenderam, em volume e excluindo combustível e automóveis, +7.6% homologo, dos quais Não-Alimentar, 9,2% e, Alimentar 5,5%. Outubro tinha registado um bom desempenho, novembro surpreende e, por conseguinte, será de admitir que dezembro deverá manter este ritmo de vendas intenso.

 

O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou os valores de novembro relativos às vendas no retalho.

Os dados foram os seguintes:    

1 – Índice do volume de negócios no comércio a Retalho a preços constantes (sem as vendas de combustível, automóveis e ajustamentos sazonais), ou seja, sem o impacto dos preços, +7,6% homólogo, vs. Média Móvel de 12 meses (12MMM) +5,6% e 3MMM +6,2%;

2 – “Produtos não-Alimentares” a preços constantes (sem vendas de combustível e automóveis) +9,2% homólogo vs. 12MMM: +5,7% e 3MMM: +7,6% (vendas de automóveis em novembro: +0.4%);

3 – “Produtos Alimentares” a preços constantes: 5,5% homólogo vs. 12MMM: +5,3% e 3MMM: +4,5%;

4 – “Produtos Alimentares” a preços correntes (dados nominais, incluindo o efeito preço) +8,0% homólogo vs. 12MMM +7,0% e 3MMM: 7,0%;

4 – “Têxteis, Vestuário e Calçado” (dados nominais, incluindo o efeito preço) 13,8% homólogo vs. 12MMM: 4,0% e 3MMM: 5,5%;

5 – “Artigos para o Lar” -0,8% homólogo (dados nominais) vs. 12MMM: 0,2% e 3MMM: +0,7%;   

6 – “Vendas por Correspondência, Internet e Outros Meios” (dados nominais) -0,5% homólogo vs. 12MMM 4,8% e 3MMM 0,5%.      

 

Comentário: As vendas no retalho, em novembro, em volume, excluindo as estações de serviço e automóveis, surpreenderam, 7,6% homologo, acima das médias moveis, particularmente Produtos Não-Alimentares, +9,2%; enquanto os Produtos Alimentares mantiveram um bom ritmo, +5,5%. Os valores ajustados de sazonalidade são semelhantes, ou seja, novembro e outubro registaram uma sequência forte de vendas no retalho, sendo de admitir que dezembro manterá o ritmo intenso.

 

 

 

Fonte: INE, AS Independent Research


Artigo de autoria:
António Seladas, CFA

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